30 junho 2012

#50 Paperboy

Cruzar ruas infestadas de obstáculos a bordo de uma bicicleta na (quase) insana tarefa de entregar jornais aos assinantes fiéis. Eis o desafio de Paperboy (Tengen, 1990) a boa adaptação do original dos arcades para o console.
O Paperboy original foi desenvolvido pela Atari que foi homenageada na primeira página do jornal

Em Paperboy, o inusitado já se dá pela estranha premissa do jogo. Segundo consta, o último entregador aposentou-se do emprego precocemente aos 13 anos de idade! E que emprego! Entregador de jornais no que parecem ser os bairros suburbanos mais agitados da sua cidade.

Nos comandos

A ação do jogo simplesmente baseia-se em: nos comandos da bicicleta; lançar jornais nas residências assinantes enquanto desvia dos obstáculos. Não é possível pará-la, apenas acelerar ou diminuir o ritmo. Os jornais, em quantidade limitada, são repostos em lotes encontrados no percurso.

O jogo possui certa semelhança com um shooter de visão isométrica, com as devidas ressalvas. “O tiro” seriam os jornais que devem ser entregues aos assinantes (as casas coloridas e que aparecem em amarelo no mapa pré-fase); “sua nave” a bicicleta; e os inimigos: cachorros, funcionários da construção civil, carrinhos de controle remoto, breakdancers, bueiros, carros cruzando a pista, crianças em triciclos além das topadas em obstáculos que podem derrubar nosso heróico trabalhador – e cada queda significa uma vida a menos.

A dificuldade do jogo é de acordo com o percurso selecionado pelo jogador no começo da partida: Easy Street, Middle Road e Hard Way. Cada percurso/fase estará mais, ou menos repleto de obstáculos para a entrega dos jornais de acordo com o nível escolhido.

Na maior parte do jogo o espaço para manobras é limitadíssimo
O desenrolar do game se dá no estreito calçamento por onde o entregador irá transitar com sua bicicleta na tentativa de acertar capachos e caixas de correspondência dos assinantes e há ainda diferenciação na pontuação de acordo com o local atingido. Justamente essa pequena faixa de calçada e um ou outro gramado dos moradores da rua é disputado palmo a palmo por todos os transeuntes, cachorros e estranhos objetos e seres que se puder imaginar. 
Após cada dia, o próximo é apresentado ao jogador com o itinerário. Caso a entrega de jornais tenha sido um sucesso, com um bom índice de residências contempladas, novos assinantes irão fazer parte do roteiro de entregas. Em contrapartida, com muitos erros ou residências perdidas, alguns assinantes cancelam sua inscrição – o que significam menos pontos para o jogador.

Ao final do trajeto diário, o jogador é apresentado a uma pista de bônus com alvos nas laterais que vão requerer boa mira e podem recompensar o jogador com mais pontos. 

Em certos momentos Paperboy é extremamente repetitivo e o único objetivo do jogo, terminar a semana de entregas, sequer possui um final decente. O desafio do jogo resume-se em conseguir um escore melhor para constar nas tábuas de pontuação. Outros pontos negativos são a música fraca e pouquíssimos efeitos sonoros.

Por outro lado, os controles respondem muito bem – aliás, para desviar de alguns adversários é necessário ter reflexos de gato – o jogo utiliza a paleta de cores de maneira satisfatória e o grafismo dos cenários é repleto de detalhes como vidros de janelas (que podem ser quebrados), bueiros, aparelhos de som, numeração das casas, flores e jardins. Um jogo rigorosamente simples que garante alguma diversão.

Tenham todos um bom jogo.

2 comentários:

  1. Muito bom esse game eu não ia longe mas gostava da versão Master System

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    1. Ele vai ficando difícil mas também é massante. Eu também não passava de muitas telas não...

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